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Projeto Contadores de História é ferramenta de educação e cultura

Iniciativa utiliza a leitura para proporcionar benefícios em diversas áreas
Projeto Contadores de História é ferramenta de educação e cultura


Conhecida como uma instituição de vanguarda desde sua fundação, o Instituto Metodista Granbery sempre esteve à frente de iniciativas inovadoras. O projeto Contadores de Histórias é um dos exemplos desta tradição. Criado há 22 anos, o trabalho nasceu pioneiro nas escolas do Brasil.

O projeto mantém diversas ações em torno do ofício da leitura, sendo as Oficinas para Formação de Contadores de Histórias um de seus destaques por meio de atividades que promovem a capacitação dos leitores a partir de narrativas de diversas naturezas e o desenvolvimento da arte de narrar.

A iniciativa conta com alunos da graduação em Pedagogia da Faculdade Metodista Granbery e com integrantes dos projetos de extensão da instituição. O grupo também é formado por estudantes do ensino Fundamental e Médio do Colégio Metodista Granbery, além de egressos, professores, funcionários.



Ferramenta de educação e criatividade

O trabalho tem como proposta a apropriação das narrativas para servir como ferramenta de educação. Em contato com variados tipos de textos, os integrantes compartilham leituras e interagem com outras histórias, estabelecendo um processo pautado pela troca de experiências objetivas e subjetivas. “Além da proximidade e do afeto com as pessoas e da familiarização com os mecanismos narrativos, a história narrada, por escrito ou oralmente, nos proporciona aquisições em diversos níveis. Contar histórias permite conquistas, no mínimo, nos planos psicológico, pedagógico, histórico, social, cultural e estético”, explica Laura Delgado, coordenadora das Oficinas para Formação de Contadores de Histórias.

Laura Delgado esclarece que o contato com a literatura permite aos alunos estarem em contato com uma ação pedagógica que promove a educação para fatores como escuta coletiva, regras de convivência social, percepção da igualdade ou da diferença, comunicação linguística, reconhecimento e uso da emoção, diversidade estética, constatação dos usos do tempo e do espaço, entre outros. “Por tudo isso, pode-se dizer: quem tem contato com as histórias desenvolve mais a imaginação, a criatividade e a capacidade de discernimento e crítica. Na medida em que nos tornamos ouvintes e leitores críticos, estamos assumindo o protagonismo de nossas próprias vidas”, afirma.

Ainda segunda a docente, a literatura exige do ouvinte uma forma específica de recepção e de criação, diferente do que exigem outros veículos de comunicação. “O ouvinte, ao receber um conjunto de estímulos através da narração oral, é convidado a recriar ideias lançadas pelo narrador para compreender, acompanhar e ressignificar a história que está ouvindo. Tanto a leitura como a narração oral fazem o ouvinte experimentar o papel de coautor”, conta.

Benefícios para a plateia

O projeto Contadores de Histórias atua para plateias amplas e diversificadas. A iniciativa é composta por atividades como apresentações da Equipe Sênior, Festival Pirlimpimpim, Noites de Contos, entre outros eventos.

Para o público espectador, a utilização da arte de narrar serve para criação de um ambiente de resgate da memória e permite, por meio da performance do contador, vivências comunitárias perdidas na rapidez da vida moderna. “As apresentações proporcionam a formação da plateia enquanto leitores e cria oportunidade para que contador e público estejam abertos à transformação em convívio orgânico com todas as artes presentes na narração, aumentando a dimensão cultural dos sujeitos da experiência”, acrescenta a coordenadora do projeto.

Equipe Sênior em temporada

Nos dias 7, 8, 14 e 15 de outubro, a partir das 20h, a Equipe Sênior do Contadores de Histórias apresenta o espetáculo “Quem temperô?”. As sessões têm entrada gratuita e serão realizadas no auditório Elaine Lima. As apresentações abordam a alimentação como ato social, gerador de laços e identidade coletiva. O repertório é composto por histórias autorais e de tradição oral, poemas de Adélia Prado, Manuel de Barros, Quintana e músicas do cancioneiro popular.

Tema de doutorado

O projeto Contadores de Histórias foi tema de pesquisa de doutorado de uma ex-aluna do curso de Pedagogia do Granbery. Beatriz Gama defendeu a tese na Universidade Católica de Petrópolis e se aprofundou na iniciativa para examinar seus benefícios para a formação de professores e na prática pedagógica.