Uma das práticas esportivas mais comuns na atualidade, o Crossfit está presente na rotina de diversas academias. Mas afinal de contas, ela é considerada boa ou ruim para o corpo?

Criado na Califórnia nos anos 2000 pelo ex-ginasta Gref Glassman, o Crossfit é um método de treinamento com exercícios funcionais de alta intensidade, com objetivo de desenvolver o condicionamento físico. A prática mistura ginástica olímpica, atletismo, disciplina militar e levantamento olímpico. O esporte é uma adaptação em alta intensidade do treinamento em circuito (circuit training), criada em 1953, na Inglaterra, por R. E. Morgan e G. T. Adamson.

Os resultados dos treinamentos de Crossfit devem ser analisados com cautela. A prática de alta intensidade traz resultados a médio prazo, como ganho de força, coordenação, resistência, flexibilidade e ajuda a prevenir doenças coronarianas. Além disso, a perda de gordura é um diferencial, inclusive o responsável pela saliência na barriga, o tecido adiposo visceral, que fica dentro da cavidade abdominal.

Outro aspecto positivo do Crossfit é o método como é passado, estabelecendo metas, o que estimula a superação e aumenta a dinâmica da atividade, além de manter o aspecto motivacional.

Risco de lesões

Como nem tudo são flores, a prática é constantemente questionada devido ao elevado número de lesões. Por conta da intensidade de treinamento, os músculos podem falhar e a carga pode prejudicar as articulações.

Um estudo feito em 2012 pela Health and Exercise Science, da Ohio State University, nos Estados Unidos, fez com que 54 pessoas praticassem a atividade durante um prazo de 10 semanas. Destas, 11 pessoas não chegaram ao fim, sendo nove por motivos de lesão ou desgaste.

Em caso de sobrepeso, os riscos podem ser ainda maiores. Como os treinos costumam ser coletivos e não individuais, muitas vezes a carga exercida pode ser desproporcional com o limite do corpo, uma vez que ainda falta condicionamento.

Apesar de tantos benefícios e malefícios, o mito de que a atividade é a que representa maior número de lesões está sendo quebrado. De acordo com a revista especializada The Journal of Strength & Conditioning Research, são 3,1 lesões a cada mil horas de treino, enquanto esportes como futebol e basquete têm 7,8 e 9,1 lesões respectivamente. Os esportes com números mais expressivos são o squash (18,3) e o judô (16,3).

Você se interessa por esportes e atividades físicas? Conheça mais sobre o bacharelado em Educação Física do Granbery.

Leia também

Cadastre-se para receber nossos informes e newsletters!